sábado, maio 17, 2003

e descobri minha versão patricinha... ai ai ai.... pelo menos é bonitinha, a mala... hahahahahahahah

cometido pela arale -

a vingança do super-sexy

tinha um abajour, daqueles tipo chinesinho, que liga com o toque da mão e tem 3 intensidades de luz. o danado era brega sem miséria, e herança velhaca de uma vó mais velhaca ainda. ontem, num acesso de felicidade, resolvi dar uns tapas nele, porque sou pobre mas tenho bom gosto. só que depois de zelar pela beleza do meu espaço, saí correndo e tropecei num móvel. tou manquitola, com o dedão inchado e doendo sem miséria. alguém me empresta um convênio?

cometido pela arale -

 

sexta-feira, maio 16, 2003

INVASÃO - COMANDO TERRORISTA INVADE BLOG ALHEIO. LEVEM-ME AO SEU LIDER, TRAGAM-ME DINHEIRO, OURO E DIAMANTES E SERÃO POUPADAS. ASS.: MAU

cometido pela arale -

depressão de cu é rola. num guento mais esse papo chato. ninguém reclama?

cometido pela arale -

 

quinta-feira, maio 15, 2003

tenho a impressão de que caí da escada (12 degraus de costas batendo a cabeça) inconscientemente de propósito. pra machucar o corpo que carrega uma alma tão cheia de machucados. depois de meio corpo roxo, noites sem dormir, nariz torto e olhos inchados, percebo que a dor física não é nada. é uma bobagem qualquer, algo que uma pomada e alguns dias resolvem. e pior, o entendimento da auto-mutilação, do body modification, da suspensão e coisas do tipo não são tão difíceis assim. gostaria de saber se essas pessoas o fazem porque simplesmente gostam de dor ou pra espiar as dores do lado de dentro. um corpo machucado e fragilizado não tem tempo de sentir o coração bater descompassado, de cultivar unhas pra se marcar. a violência física que impingimos a nós mesmos é muito mais branda do que a que o coração faz. o racional funciona quase direito, mas o que dizer do sentimento? daquelas coisas esquisitas que estão guardadas lá longe, onde a gente se recusa a olhar? muito mais fácil adoecer, talvez morrer, do que olhar pra dentro e ver que tá tudo desarrumado, que as coisas não são as mesmas que foram, e talvez jamais tenham sido.

cometido pela arale -

hoje fiz meu primeiro dia de terapia. ela é uma linda, me ouviu falar desbragadamente durante um hora e meia. falei de tudo, das dores, dos amores, da família, das infâmias, dos ódios e rancores que tem me consumido com tanta intensidade. gostei, saí de lá mais leve, fui pra manicure cuidar um pouco de mim. me senti, pela primeira vez em 1 mês, de cabeça erguida, pronta pra mandar tomar no cu quem não me respeita. o que me consola nessa fase tão difícil, de sinapses malditas e atitudes destrutivas, é saber que tem bastante gente que se preocupa o suficiente pra se propor a qualquer coisa pra estar aqui, me acalmar, não me deixar fazer bobagem.

anteontem disse que só não me matava porque não queria machucar as pessoas que me amam, e ouvi da zel que até na morte eu sou covarde comigo mesma, por pensar primeiro nos outros. isso vai mudar, e quando acontecer, será diferente. eu quero amor, quero o amor sonhado, acalentado durante meus vários anos de balzaca. quero o amor que posso ofertar, o amor gratuito, disponível, irrestrito, o coração cheio, a amizade, a consideração, a sensibilidade e o tesão. quero não mais gritar o que preciso, não mais implorar o óbvio, não mais me preocupar com vaidades exacerbadas e carências alheias. acima de tudo, vou aprender a me respeitar. e por isso, nada, absolutamente nada vai me impedir de mudar minha vida. doa a quem doer.

cometido pela arale -

 

quarta-feira, maio 14, 2003

call me insane...

... mas eu furei os dois mamilos, com belas argolas. ficou lindo. eu a-do-rei a dor. agora tenho tesão constante graças a mamilos grampeados. ahhhhhhh! clamp me down and dominate me =)

cometido pela Zel -

e que nenhuma doente mental se dê ao trabalho de me dizer o que é mantra, me poupe.

cometido pela arale -

mantra da autocomiseração

a música é do nelson cavaquinho, mas como gosto mais com o cazuza, taí. móoorram de dor.

luz negra

Sempre só
Eu vivo procurando alguém
Que sofra como eu também
Mas não consigo achar ninguém
Sempre só, e a vida vai seguindo assim
Não tenho quem tem dó de mim,
Estou chegando ao fim
A luz negra de um destino cruel
Ilumina o teatro sem cor
Onde estou desempenhando o papel
De palhaço do amor

cometido pela arale -

 

segunda-feira, maio 12, 2003

o velhinho sabia tudo. crônica de um amor louco conta a história de uma mulher linda, prostituda e a mais bonita da cidade. cass. vinha de uma família desajustada, várias irmãs diferentes, ela linda e infeliz. extremamente infeliz. sua beleza de certa forma a agredia, pois sentia que as pessoas se aproximavam dela por isso. com intenções de seu corpo, seu rosto perfeito. por isso ela amava os feios. achava-os sortudos, não tinham com que se preocupar em ser usados por terem pernas bem torneadas. mas era louca, a moça. tinha ódio de sua beleza. se mutilava, cortava o rosto e o corpo e tinha prazer nisso. uma espécie de auto-punição pela contradição de um interior tão feio e dolorido. a dor de dentro sempre fora muito mais forte do que qualquer machucado, alfinetada ou desajuste que ela conseguisse fazer em sua aparência. um dia, o velho buk volta à cidade e descobre que finalmente ela tivera a coragem de se matar. fiquei muito tempo pensando nisso, sem entender como alguém pode se mutilar, machucar, sangrar e ter prazer. e achar que a dor de fora é menor do que a dor de dentro. e optar por ela. hoje eu entendi.

cometido pela arale -

a vida é feita de pequenas mentiras, meias-verdades e quanto mais alto, mais alto.

cometido pela arale -

 

domingo, maio 11, 2003

Me contaste que as estrelas falavam.
Acreditei.
E porque precisava acreditar
Que estrelas falam
E porque precisava te encontrar
Em uma delas
Olhei para a que mais brilhava
Na escuridão do meu dia
E te chamei.


Te pedi com toda a força
Do meu acreditar,
Mas o silêncio que ecoou
No azul vazio
Trouxe-me apenas a certeza
De que mentiste:
Estrelas não falam.


Agora, espero a noite.
Nela, ainda há o sonho.
E no meu sonho
As estrelas falam
E, através delas,
Consegues ouvir
A voz rouca
Do meu chamado.


cometido pela arale -

"você passa e não me olha
mas eu olho pra você
você não me diz nada
mas eu digo pra você
você por mim não chora
mas eu choro por você"

cometido pela arale -

hoje eu queria um cachorro pra levar ao parque. pra ele lamber minha cara enquanto choro lembrando desse maldito dia infame. sem gritar ou me pedir nada. amor incondicional, tempo disponível e calor. calor. calor. essa merda de dia só perde pro natal.

cometido pela arale -

 
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