quarta-feira, abril 16, 2003

nossa funcionária é muito esperta. disse pra ela hoje: guarde TUDO, a não ser dois copos e qualquer coisa imprescindível pra passar a noite. ela deixou pra nós 1 colher, 1 faca de cortar limão, 1 faca de cortar pão, 2 copos e TODAS as bebidas alcóolicas da casa. uma linda, ela gorfa que nem a gente...

cometido pela arale -

É AMANHÃ! MEU DIA, QUE DIA TÃO FELIZ!!!



(amanhã tou sem internet, caraio)

cometido pela arale -

aí vou ficar sem internet. já estou tremendo. talvez uma semana, espero que menos. ou seja, divirtam-se enquanto podem!

cometido pela arale -

Está chegando
Um novo tempo de paz
Junto com a chuva
Indo embora pro mar
E num improviso de jazz
Nossas manias se encontram

Está chegando
Um novo tempo de paz
Tanto faz
Com quem esteja a razão
Vamos ser amigos
Enfrentar os perigos
Não amargar nenhuma tensão

Sem paixão
Tanto faz
Amor de irmão
Tá valendo mais

O que antigamente era vida ou morte
Foi ficando real, mais forte
E nossos corações já não sofrem
Do mal da última palavra
E nossas conversas serão
Doces sobremesas calmas

Tá valendo mais
Que qualquer coisa na vida
Mais do que qualquer grilo
O tanto que a gente amou
Que ficou

Amor de irmão
Frejat/ Dé/ Cazuza

cometido pela arale -

o cachorro me sorriu latindo

em meados de janeiro deste ano eu abandonei minha casa e tudo que estava lá dentro. abandonei tudo que eu construí durante a minha vida adulta. pôsteres, sofás, móveis feitos pelo meu pai, utensílios de cozinha, livros, CDs, plantas, roupas de cama. tudo o que fazia parte da minha rotina, do meu dia-a-dia, da vida que vim construindo aos poucos. tudo o que possuo são as coisas dentro de mim e dentro da minha casa. cada coisa tem seu motivo, sua história. ao me mudar para a casa nova e para uma vida nova, me livrei de tudo que não fazia mais sentido, fiquei com o essencial. ao sair de casa, levei apenas o imprescindível para viver, mas deixei para trás minha história e parte da minha vida. confiei parte de mim nessa partida, como tinha confiado parte de mim na chegada. sair da minha casa e deixar minhas coisas foi um exercício enorme de desprendimento, de confiança, tão grande quanto o exercício da entrega. temo que nenhum destes meus exercícios jamais tenha sido sequer percebido, quanto mais compreendido. valeu, no entanto, para o meu processo. renasci e hoje me sinto forte como nunca fui. sinto-me transparente e nua, mas bem protegida pela minha lucidez, pela descoberta do que é de fato importante em mim.

amanhã, dia do aniversário dessa menina linda, volto para minha casa. volto com outra proposta de vida, com outra cabeça e outro coração. volto com a rê, mau e wesley, que me receberam nas suas casas e nas suas vidas com amor e respeito, oferecendo amor, colo, palavras duras e palavras de consolo, risos e presentes, comida, bebida, música e alegria. eles me deram a mim mesma de volta, me aceitaram e me amaram quando eu mais precisei. souberam dizer verdades que eu precisava ouvir. não passaram a mão na minha cabeça, como fazem os pais que estragam seus filhos. eles me amaram no sentido mais pleno.

a partir de amanhã, eles vão dividir comigo parte da minha vida que está naquela casa, e eu não posso agradecer o suficiente por mais esse presente da vida. mudamos coisas de lugar, incensamos bastante a casa -- pois confesso que ali passei alguns dos momentos mais tristes e solitários de que me lembro --, mudamos de quarto e arrumamos livros, dividindo espaço entre nós. tudo isso juntos, rindo e ouvindo música. abracei minha mesa de jantar linda, que meu pai fez pra mim, deitada como quem deita no chão e beija a terra. a mesa de jantar, para 8 pessoas, pra mim significa tudo o que eu mais prezo na vida: comida, bebida, amor, convívio. cozinharemos muito nessa casa, meninos housemates, e comeremos juntos na mesona da sala, rindo da vida e dividindo nossas histórias.

nosso encontro foi uma opção, feita pelos quatro, e não por mera conveniência, eu sei. é por amor, por desejo de compartilhar a vida, coisa que todos nós fazemos muito bem. sabemos trocar, respeitar e amar o outro. é isso que me restaurou a esperança no convívio, na vida em comum: ver o amor e respeito que cada um de vocês tem pelo outro e por mim, a possibilidade de viver junto com tudo o que isso tem de mais maravilhoso. e tirar dos problemas (que existem, sempre, é claro) lições, aprender a ouvir e a respeitar os limites alheios.

eu voltei! e embora não seja pra ficar por muito tempo, sei que será bom, e estou muito, muito feliz.

e teremos festa dia 26/04 (sábado depois do feriado), de inauguração da nossa casa (que virou comunidade) e comemoração de aniversário da rê. esperamos todos lá :)

cometido pela Zel -

fauna e flora

eu ganho uma pimenteira por ano, há dois anos. um amigo querido acha por bem que deve dá-las de presente pois eu sempre preciso. é verdade: as duas últimas morreram em batalha, pobrezinhas. secaram que foi uma beleza! dizem ser mau olhado, olho gordo, inveja ou coisa parecida. no meu caso, acho que foi uma combinação de olho e inveja bem gordos: barrigas proeminentes graças a muita comida goela abaixo para saciar a fome de amor e afeto, que sempre faltou e muito dentro da casa dos invejosos em questão. mal sabiam os olhos (e corpinhos) gordos que muitas vezes o motivo da inveja da qual eu fui alvo estava mais é pra motivo de pena (de mim!). felizmente me livrei do motivo da inveja -- que pra mim, em contrapartida foi motivo de desgosto -- e pretendo comprar um girassol, pois as pimenteiras não são mais necessárias. cada um que carregue o fardo que merece.

minha espada de são jorge, em compensação, dura anos. cada vez mais linda, mesmo na minha ex-futura-casa abandonada (e a partir de amanhã retomada). essa espada de são jorge é minha protetora há anos, muito embora eu tenha minha proteção pessoal tatuada no corpo, além é claro de uma alegria de vida que não achei ainda quem conseguisse diminuir. será na verdade esse o motivo de tanta inveja? sabe deus... e as avencas? bem, minha mãe diz que avenca quando vai pra frente o marido trai a gente -- será? por via das dúvidas eu não crio essa espécie em casa, afinal o que os olhos não vêem o coração não sente. pior é quando o coração sente apesar dos olhos não verem, quando o desamor dentro de casa é tamanho que as avencas seriam somente uma confirmação da traição no sentido mais amplo da palavra, a traição do compromisso de amor, de afeto diário, de cuidado.

eu, se fosse certos maridos e mulheres, comprava uma coleção de avencas. a casa ficaria verde, exuberante: muitas plantas verdes e viçosas, preenchendo o vazio de um lar de abandono e desamor. as plantas cresceriam na proporção inversa do afeto, numa paródia triste da expressão dos seus moradores: muitas palavras bonitas disfarçando a infelicidade e dor.

cometido pela Zel -

felicidade é...

... abraçar amigos de manhã, de tarde e de noite, na mesma casinha; ligar pros que a gente ama e ficar de bobeira no telefone; olhar ao redor e ver como a vida é generosa; receber pequenos presentes todos os dias; comer pizza na cozinha sem luz; rir de livros velhos com anotações mais velhas ainda; gozar mais do que se é capaz de suportar; ter bichos fofos e lindos que lambem a gente no nariz; dançar e suar e se esfregar naquele homem delicioso ao seu lado; olhar uma menina bonita na rua sem que ela perceba; beijar na boca, demoradamente; acordar cedo e o céu estar azul; poder dormir além do horário; tomar banho quentinho no inverno.

ah, eu passaria a vida aqui escrevendo. estou feliz. deu pra perceber? :)

cometido pela Zel -

felicidade é coisa pouca mesmo. esperança, amor e um tico de grana pra comer. obrigada, deus.

cometido pela arale -

 

segunda-feira, abril 14, 2003

"homens são como gatos. eles oferecem um rato morto como se fosse o mais precioso dos presentes." (mulher gato)

cometido pela arale -

entrevistas (f)úteis

o último grito da moda agora é blogueiro-inexpressivo entrevistando blogueiro-oculto. e como a gente é pop e não pode ficar fora de nenhum manifesto, temos também o nosso entrevistado. só que aqui a gente mata a cobra e mostra o pau, a cara, a cobra e dá nome aos bois.

- qual seu nome?
preciso consultar meu advogado . nome completo ou pseudônimo? o que é um nome afinal? uma pedra pode deixar de ser pedra se chamá-la por outro nome? não, a pedra continuará a ser pedra, mesmo que você a chame de maurício, por exemplo.

- você é vaidoso?
sou, na medida em que eu trabalho este lance da vaidade de uma maneira positiva, contribuindo para o desenvolvimento emocional e espiritual daqueles que me cercam.

- porque acha que está estreando essa coluna?
porque você precisa de algo de impacto, alguma declaração bombástica ou a revelação de algum segredo desconcertante. preciso consultar meus advogados.

- o que você faz depois do fim da festa?
quando a febre se manifesta e o corpo implora proteção? esta é uma questão importante, dentro de uma perspectiva desobstaculizante que permeia o pensamento, de uma forma iminente: "uma hora, a festa vai terminar". não sobrando pra mim a limpeza da casa,tá tudo bem..

- você acredita em deus?
sim. acredito piamente em mim. se eu não acreditasse, quem mais acreditaria? você?

- qual a origem da vida?"
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens."

ou seja, Eu estava lá.


n.e.: essas entrevistas poderão ser editadas ao nosso bel prazer, em detrimento da vontade do entrevistado, dos leitores ou qualquer um.


cometido pela arale -

cleptomaníaca, again

Na Literatura não morrem os amores. Não essa morte de fruta podre, que se instala aos poucos. Tampouco adormecem exaustos por enfrentar impossibilidades cotidianas e vicissitudes nada literárias. Amores escritos conservam intacto seu vigor superlativo, se agitam entre tempestades e o sol escaldante sem nunca amanhecerem mormaço. Histórias de amor são montanhas-russas que chegam ao fim apenas aos solavancos, despencando em abismos shakesperianos. Arroubos. Tragédia. Não há um só amor maiúsculo que precise esperar uma conta ser paga, que hiberne enquanto se desenreda uma prosaica reunião de trabalho.

Por isso eu sigo alimentando meu amor encolhido atrás da cinzenta sobre-vida até que ele outra vez transborde pleno e feroz. Mas silencio. Porque na Literatura não morrem os amores.


lindo, lindo. é dela.

cometido pela Zel -

"O mundo inteiro teme a própria vida. A morte é coisa que não é nossa. Mas a vida, a vida é, e eu morro de medo de respirar."
Clarice Lispector

cometido pela ladybug -

 

domingo, abril 13, 2003

série frases de efeito

"o mundo se divide em pessoas éticas e pessoas estéticas." (by wesley)

cometido pela arale -

série frases de efeito

"formiga tá assim pra encher a boca da gente"

cometido pela arale -

 
powered by blogger

renata/Female/26-30. Lives in Brazil/sao paulo/sao paulo/bela vista, speaks Portuguese. Spends 60% of daytime online. Uses a Fast (128k-512k) connection.
This is my blogchalk:
Brazil, sao paulo, sao paulo, bela vista, Portuguese, renata, Female, 26-30.